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domingo, 17 de julho de 2011

Uma opinião!


Falar sobre ética jornalística não é uma tarefa fácil. Nós, jornalistas, temos mania de acharmos que tudo sabemos, porque somos formadores de opiniões e temos sempre nossas fontes.

Criamos uma barreira entre público e meio de comunicação praticamente inatingível, onde somos, sempre, responsáveis por aquilo que escrevemos.

Segundo o jornalista brasileiro Cláudio Abramo, “O papel do jornalista é o de qualquer cidadão patriota, isto é, defender o seu povo, defender certas posições, contar as coisas como elas ocorrem com o mínimo de preconceito pessoal ou ideológico, sem ter preconceito de não ter preconceitos. O jornalista deve ser aquele que conta a terceiros, de maneira inteligível, o que acabou de ver e ouvir.” (Abramo, 2002, p.110)

Em uma das minhas muitas aulas de ética jornalística, lembro das várias discussões em torno do assunto. Mais sabíamos de uma coisa: a ética devia sempre ser posta em prática.

Já dizia o jornalista Eugênio Bucci: “Jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão dedicados ao jornalismo, assim como os sites informativos na internet, nada disso deve existir com a simples finalidade de gerar empregos, fortunas e erguer impérios de mídia; devem existir porque os cidadãos têm o direito à informação.” (Bucci, 2000, p.33)

Mas porque então existe ainda tanta falta de ética no jornalismo? Será que não está na hora de haver uma união entre imprensa e público a favor de nossos interesses?

É dever dos meios de comunicação, sejam eles quais forem, de informar seu público e do público querer estas informações! Ou iremos permanecer na mesmice, onde muito fala-se e pouco faz…


Mariele Parronchi

Um comentário:

  1. A ética é realmente o norte que todo repórter deveria ter e vou alem deveria ser o norte de todas a s carreiras que lidam com o publico e ser a mesma ética para todos. Parabéns pela postagem e por demonstrar que temos sim um norte para a Liberdade de Imprensa a ética.
    Mas deixo aqui um questionamento; A ética dos dias de hoje e a mesma do amanhã? e se sim não há mudanças em pensamentos? e se não quem sai a frente não esta abrindo a porta do futuro?, principalmente para assuntos de política que em geral deveriam ser vistos com um olhar alem do agora e planejando bem estar a todos por muitos anos e em geral isso é um exercício de futurologia?

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