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terça-feira, 19 de junho de 2012

Um ano do Onda Jovem


Hoje estamos em festa, portanto, o texto abaixo, de forma isolada, pode não representar nada, porém, neste texto comemorativo de um ano, cada palavra em azul é um link de um texto aqui outrora publicado. Agradecemos aos amigos leitores por nos prestigiar quando comemoramos um ano e quase doze mil acessos.

No princípio queríamos dar apenas uma opinião e trocar ideias sobre políticas públicas para a Juventude. Começamos falando sobre a Nova política, o Novo político e sobre o que gostaríamos de ouvir em 2012.

A verdade nua e crua é que percebemos de cara que incomodamos não só com nosso texto, mas também com nossa atuação. Alguns da imprensa na sua falta de isenção, tentaram nos calar e como forma de desabafo, mesmo com a crise de mobilidade, fomos às ruas caminhando e cantando na  1ª Marcha dos Moleques. E apesar de parecer coisa de moleque, a marcha não foi brincadeira, discutimos na marcha a droga da festa, falamos sobre os meandros da política, direitos humanos, código florestal e “otoridades” ambientais.

Passada a Marcha, continuamos a luta contra o Leviatã cobramos o Governo Estadual sobre o repasse de verbas, falamos sobre a nova Lei de prisões, a reforma política, o Plano Brasil Maior, a distribuição de renda,  a ineficiência atual dos conselhos municipais, participamos ativamente das conferências municipal, estadual e nacional da Juventude. Apontamos as deficiências no serviço público, especialmente na saúde e na educação que temos como panaceia para os problemas da sociedade.  Abordamos a violência infantil, a homofobia, e sobre nossos sonhos. Das notícias do mundo falamos das Eleições na Rússia e da Crise na Líbia.

Concomitante à chamada Primavera Árabe, tivemos uma nova página na nossa história: O maior caso de corrupção em Limeira em que o prefeito não usou o Mantra da Ação Pública, nos levou do medo á esperança de dias melhores para a cidade. O limeirense deixou de lado a Política Futebolística e manifestou-se indo às ruas, gritando, cantando,  exigindo moralidade!

Durante a Comissão Processante a Mágica permaneceu e assimilamos o Golpe que sofremos. Num momento em que quase nos envergonhamos de ser honesto, tivemos uma lição de vida e pudemos refletir. Com paciência, mantivemos a esperança e a população venceu!

Quando vimos que a quantidade de eleitores entre 16 e 17 anos diminuiu, fizemos a travessia da ponte dos nossos ideais, e sabendo do papel da Juventude e do poder que ela tem em suas mãos, realizamos a campanha pelo voto aos 16 e VENCEMOS!

Agora, às vésperas das eleições, estamos atentos à Arte do me engana que eu gosto. Sendo na Graça ou trapaça, observamos àqueles que querem aparecer antes da largada e fazem o uso e abuso do poder econômico.

Enfim, este blog é só uma questão de opinião, pois sabemos que não somos heróis e vilões ou ainda anjos e demônios, apenas queremos que no futuro tudo tenha valido a pena e que na nossa memória não seja apenas lembrança...

sábado, 9 de junho de 2012

Anjos e demônios

O Ser político se diverte, bebe e fuma. Pode ser que seja mais caseiro e da geração saúde. Tem o porte atlético é alto e belo. Quiçá seja baixo, obeso e não tenha sido aquinhoado com a chamada beleza padrão. Tem um andar belo e elegante, ou quem sabe ande curvado e jogando os pés para os lados. Pode ter ainda uma cadeira de rodas como companheira inseparável ou qualquer outra limitação física.

Ouve o velho sertanejo ou o universitário. Gosta de samba, pagode, funk , música clássica ou rock n´ roll. Ele se alegra, se exalta, fala manso ou ergue a voz.  Gosta de contar piadas, de jogar baralho, bater uma bolinha, frequentar festas e reunir os amigos. O Ser político é casado, é solteiro, é mulher, é gay.  Ele é negro, é indígena, é da periferia, mora na zona rural ou em condomínio fechado.

A religião é o seu escudo, seja sinceramente ou em atitudes farisaicas para apenas ganhar votos ou ter status, nunca sabemos. Pode ser ainda agnóstico ou ateu convicto.

Este Indivíduo é um jovem maduro ou sonhador. Pode ser um idoso com muito ou nada a dizer.   É um líder por persuasão ou coerção.  Será que é um grande orador, carismático e encanta platéias?  Talvez ele seja ele um sujeito insosso, simples e humilde, e que mal sabe ler ou escrever.

Defende com unhas e dentes a massa trabalhadora ou o comércio e as indústrias. É operário, médico, funcionário público, advogado, desempregado, estudante ou empresário.

O Ser político acerta, erra, se equivoca.  Ele já esteve no poder ou está tentando chegar lá para trabalhar por seus ideais. Está ao lado de pessoas valorosas e de pessoas inescrupulosas.  Já apoiou ou apoiará pessoas que lhe são caras e também as que não tem ou teve afinidades.

Este postulante ao cargo eletivo, com certeza está em um partido que tem (ou teve) pessoa(s) envolvida(s) em corrupção ou outras atitudes não republicanas.  Desejaria esquecer e que esquecessem coisas que disse no passado.  Ele sonha, ele se frustra.

Não estou defendendo, de forma alguma, figuras nefandas e duvidosas do nosso meio político e que devem ser extirpadas. É apenas uma reflexão sobre o Ser político, que pode ter qualquer uma dessas características citadas, afinal, como diria Raul Seixas, ele é humano, ridículo e limitado, assim como nós. Não existem super-heróis, todavia, aquele que trata (ou vier a tratar) a rés pública com seriedade, ética e dedicação, tende a se sobressair sobre os outros. E que bom que seja assim...

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Apenas lembrança...

Ai que saudades que tenho dos tempos de outrora, onde havia sim pessoas ingratas, sem caráter e a corrupção também fazia parte do poder público.Mas parecia ser um mundo mais humano,sem atropelos,um mundo com uma certa magia,não sei explicar, era apenas diferente.
Desde que o mundo é mundo há a dicotomia do bem e do mau, contudo as disputas se tornaram profissionais e as armadilhas perigosas demais para os que se aventuram nas guerrilhas pelo poder.
Perdeu-se com o tempo os ideais que faziam das disputas um palco pela humanização das sociedades, deu-se espaço as mídias e tecnologias cada vê mais avançadas e em detrimento do fator humano ganhou espaço a fator dinheiro, quem pode mais leva, quem paga mais ganha.
Triste ver que a sociedade está conectada ao mundo e alienada à sua própria vida,vemos crescer manifestos contra a corrupção, mas não se vêem pessoas nas ruas gritando pelas mudanças.
Sinto falta daquilo que não vivi, em tempos duros de nossa história, uma multidão se uniu e foi em busca de dias menos nebulosos, conheci a Ditadura pela história, a derrocada do Collor pela TV, essa pude ver, vejo mensaleiros protegidos por grandes mídias e poderosos chefões passando por cima de leis pelo simples fato de estarem no “poder”.
Os dias passam e sinto que não seremos mais, nunca mais, aquela sociedade voltada as causas humanas,espero estar enganada quanto ao “nunca mais”, foi apenas um momento de descontentamento com tudo o que tenho visto, porém há dias quem perdemos àquela força que carrega nosso melhores sonhos.
Lá atrás onde não pude estar, certamente também houve pessoas que sentiram tristeza ao ver o caos a que estavam sujeitas, mas não se contentaram e buscaram dias melhores, é isso que farei, dia a dia estarei disposta a lutar pelas mudanças, tenho que ter fé e buscar meus ideais, ir além de manifestos midiáticos e tecnologias avançadas.
A mágica da mudança está em cada um de nós, um a um, formando uma rede de pessoas que lutam por melhorias chegaremos aos dias tão sonhados, é utopia?? Não, é a nossa realidade e está logo ali, basta que sejamos capazes de alcança-la.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Uso e abuso do poder econômico


“Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é infiel no pouco também é infiel no muito.” Lucas 16,10

Em meados dos anos 60, o magnata Sebastião Paes de Almeida elegeu-se Deputado Federal por Minas gerais com pouco mais de 80 mil votos. Foi o mais votado sem nunca ter residido em Minas Gerais e ainda pretendia concorrer ao cargo de governador. Como o fato era inicialmente inexplicável, constatou-se que no período pré-eleitoral Paes de Almeida, usando de sua fortuna, fez benefícios voluntários em diversos lugares. Fez pavimentação, ajudou creches, entidades culturais, hospitais sem querer nada e troca.
Após essa constatação, o Tribunal Superior Eleitoral declarou o deputado inelegível e indeferiu sua candidatura ao cargo de Governador. O TSE entendeu que Paes de Almeida cometeu o abuso do poder econômico.
O uso do poder econômico pode ser exercido seja pela pura e simples contribuição financeira para partidos e candidatos, ou pela manipulação da opinião e da vontade dos eleitores, fazendo uso da propaganda política subliminar com aparência de propaganda comercial. O candidato tenta conquistar o coração e a mente do eleitor.
Quando se faz o uso do poder econômico através dos partidos e com observação à lei, não é imoral nem ilegal.  O que se condena é o abuso buscando vantagens eleitorais imediatas, intervindo na eleição e definindo os resultados de acordo com determinados interesses.
Como vimos, quem faz uso deste artifício, ofende o princípio da igualdade de oportunidades além de ferir a lei.  E quem não respeita uma simples lei eleitoral, respeitará outras leis ou os eleitores?

Fonte: Artigo de Luiz Melíbio Uiraçaba Machado no site do Tribunal Regional Eleitoral-SC